7. Qualidade de vida e respeito ao Meio Ambiente    

Os alunos da Escola Professor Ottoniel Junqueira, de Peruíbe, São Paulo, estão com um olho na lousa e o outro no mar. O projeto Amar o Mar foi elaborado a partir da observação da degradação dos ecossistemas costeiros, provocada pela atividade humana desordenada. Seu objetivo principal é a conservação dos ambientes costeiros – principalmente as praias e costões – através de atividades extraclasse de coleta e catalogação de resíduos sólidos, e posteriormente o estudo e a construção de gráficos com os resultados de cada período de coleta. Assim os alunos vão se conscientizando da grande importância de limpar e preservar a costa litorânea para melhorar a vida no planeta, ao mesmo tempo em que utilizam o que aprenderam na sala de aula.

A Escola Estadual Serafim José de Brito, de Campo Grande do Piauí, preocupada com o futuro da fauna e da flora, resolveu conscientizar seus alunos e a comunidade a respeito da questão do meio ambiente. Os alunos trabalharam o tema em sala de aula, pesquisaram e fizeram trabalhos sobre a qualidade das águas, a preservação das florestas, a defesa dos animais, etc. Esses trabalhos de conscientização foram expostos numa grande feira de ciências promovida em conjunto com as demais escolas da rede estadual. A feira era aberta a toda a comunidade, e contou com a participação de diretores, professores, coordenadores, pais e alunos.

A Escola Terra Mater, de São Bernardo do Campo, São Paulo, tem organizado muitos projetos em decorrência do Ano Internacional da Água Doce. Um dos projetos tem por objetivo investigar as causas da contaminação da água no córrego local. Um grupo de alunos voluntários e professores, juntamente com a SOS Mata Atlântica e outras instituições locais e internacionais participa ativamente desse projeto. Quinzenalmente, os alunos analisam no laboratório da escola a água coletada no rio, e enviam os dados à universidade. A nascente do rio está situada a poucos metros do lugar onde vive a população ribeirinha. Nesse pequeno percurso o rio recebe lixo e esgotos residenciais e industriais, e as conseqüências são graves: mau cheiro, enchentes, doenças... O projeto de “adoção” do rio conta com o apoio e a colaboração da comunidade local, dos alunos e suas famílias e da equipe de professores da escola e mobiliza uma ação de limpeza do rio e preservação da sua nascente, conscientizando os moradores, comerciantes e industriais. Também realiza o plantio de vegetação nas margens do rio.

Se todos se preocupassem tanto com a natureza como o pessoal da Escola Municipal Waldemar Antônio von Dentz, de São Miguel d'Oeste, Santa Catarina, nosso mundo seria paradisíaco. O colégio fica a 8 quilômetros da cidade, e tem vários projetos voltados ao meio ambiente. Professores e alunos plantam árvores ao redor de córregos para salvar a mata ciliar – tudo isso envolvendo a comunidade numa campanha de conscientização que conta com o auxílio da polícia ambiental e da prefeitura. A escola ainda faz coleta seletiva do lixo e separa sementes nativas para o projeto “Verde É Vida”.

Em Amaraji, Pernambuco, a Escola Estadual Antônio Alves de Araújo , juntamente com as escolas municipais, a Secretaria de Agricultura do Município e o Conselho Sustentável, participou do Projeto Verde, com o objetivo de reflorestar o município. Iniciaram o reflorestamento das margens do rio Amaraji. Pouco tempo depois do plantio, houve uma pequena enchente que arrastou a maioria das mudas, mas a escola não desistiu e deu continuidade ao projeto, reiniciando o plantio nas margens da nascente do rio. Com esse trabalho, os alunos criaram consciência de outras necessidades do município. Já trabalharam a questão da reciclagem do lixo e a questão da água. As turmas do 3º ano elaboraram o projeto “Povo Limpo É Povo Desenvolvido” e o encaminharam à Câmara de Vereadores, para ser transformado em lei municipal. Caso aprovada a lei, a escola liderará os trabalhos de conscientização de limpeza e reciclagem, envolvendo todas as escolas do município, com o respaldo da Prefeitura e da Câmara Municipal.

A Escola Municipal Dr. Vargas de Souza, de Poços de Caldas, a maior escola do sul de Minas Gerais, atende a 3 mil alunos e desenvolve vários projetos solidários, um dos quais ajuda a preservar os animais nativos da Serra de São Domingos, em Poços de Caldas. Os alunos voluntários procuram conscientizar os turistas da importância dos macacos e quatis para a nossa fauna e flora, instruindo-os a não alimentar esses animais. A preocupação com o ambiente também está presente no projeto Cultivando a Cidadania, cujo objetivo é revitalizar a área verde do colégio, estimulando os alunos a trabalhar voluntariamente na sua manutenção e conscientizando toda a comunidade escolar da importância da preservação da natureza.

A Escola Municipal João Batista Pocci Júnior, de Registro, São Paulo, desenvolve o projeto Lixo Limpo, em parceria com o projeto Cidadão Catador, da Prefeitura Municipal. “Procuramos o coordenador do projeto, que fez uma palestra para os alunos sobre a importância da coleta seletiva de lixo.” Depois disso, as crianças da 4ª série e seus professores iniciaram o trabalho de conscientização da comunidade. Munidos de panfletos explicativos, informaram os moradores sobre a importância da coleta seletiva de lixo e o modo como ela funcionaria, já que o bairro conta com um recolhimento semanal. Além da panfletagem, os alunos realizaram também uma pesquisa de campo para saber se a reciclagem já fazia parte da rotina da casa, e qual a opinião dos moradores a esse respeito. A pesquisa foi encaminhada ao projeto Cidadão Catador, e serviu de referencial para a sua efetivação.

“Ninguém se Lixa para o Lixo” é o nome do projeto escolhido pela Escola Municipal Jenny Guardiã, de Cachoeiro do Itapemerim, Espírito Santo. A escola escolheu trabalhar com problemas ambientais, especialmente o lixo. Sendo assim, para promover reflexão aliada a ação, um programa de coleta seletiva do lixo – com campanhas esclarecedoras efetuadas por meio de palestras, reuniões e panfletagem – mobilizou alunos, professores e funcionários. Logo, o lixo reciclável começou a ser recolhido na escola e vendido. O dinheiro proveniente da venda foi revertido na manutenção de uma horta plantada nas dependências da escola, cuja produção serviu para o enriquecimento da merenda escolar.